terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A semana de moda masculina - ou unissex?

A temporada masculina de Milão chegou ao fim na última semana com uma missão: dissociar o vestuário de gênero. A gente já viu essa história há algum tempo: na década de 20 Chanel já mandava seu recado, tirando os espartilhos das mulheres e a vestindo com calças compridas. 

A moda feminina, inclusive, incorporou para si diversas peças do armário masculino: gravatas, calças, pastas, sapatos... E parece que agora chegou a nossa vez.


No último desfile da semana de Milão, Miuccia Prada mandou seu recado, colocando, no desfile da linha masculina, modelos femininas lançando logo seu preview de inverno para as mulheres. O objetivo era claro: parar de ver com essa divisão de homem X mulher. A andronigia foi vista em outros desfiles de grandes marcas como Empório Armani, que levou os modelos à passarela com lápis de olho e Gucci, com looks que não se sabe ao certo se foram feitos para eles ou elas - talvez para os dois. 


O assunto vai além. Em tempos de feminismo, mostrar que a roupa dissocia-se de gênero é uma questão de aproveitar o momento. O assunto está há um tempo em pauta. Cada vez mais, as pessoas estão se questionando o que é e de onde veio o padrão masculino e feminino de comportamento. Andrej Pejic e Conchita Wurst estão aí para provar isso. Assim como os movimentos femininas, o sucesso de Ru Paul Drag Race  e a aceitação maior dos pais com seus filhos, vide a mãe que transformou em livro a história de seu filho que gostava de vestir como princesa.


O que fica de lição para o próximo inverno? Que a gente se questione mais sobre o que é "de homem" e "de mulher" e uma maior liberdade para a gente vestir aquilo que bem entendemos. Se te perguntarem a tendência para a próxima estação, já sabe o que responder: o unissex.

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